
«Viemos para um trabalho temporário, mas os Países Baixos tornaram-se o nosso lar.»
A Pamela e a sua mãe, Renata Karczewska, viveram durante muitos anos na Polónia – numa pequena cidade chamada Złocieniec, na região de Pomerânia Ocidental. Era ali que tinham o seu lar, até decidirem iniciar uma nova fase da vida nos Países Baixos.
Em 2009, a Renata decidiu ir para a Holanda trabalhar durante alguns meses. A vida na Polónia era cheia de incertezas, especialmente tendo uma família e filhos pequenos. O plano era simples: trabalhar por um curto período, poupar dinheiro e regressar. No entanto, como acontece frequentemente quando se dão grandes passos rumo ao desconhecido, tudo acabou por correr de forma diferente do planeado.
«Pensava que ia ficar apenas dois ou três meses», conta Renata. «Mas apaixonei-me pelos Países Baixos: pelas pessoas, pelo trabalho, pela liberdade. Por isso, decidi ficar.»
Sete anos depois, seguiu-lhe os passos a filha Pamela – com apenas 18 anos, recém-formada no ensino secundário. O seu primeiro emprego nos Países Baixos foi através da Flexspecialisten. «E eu pensava que ficaria apenas por um curto período, mas os Países Baixos revelaram-se logo um lugar onde posso crescer e sentir-me em casa», diz a Pamela. «Cheguei sem experiência profissional, sem documentos, e mesmo assim eles viram o meu potencial.»
Um novo começo num novo país
Pamela recorda as suas primeiras impressões sobre os Países Baixos: pessoas abertas e amigáveis e uma sociedade que convida a viver, e não apenas a sobreviver. «Na Polónia, tudo gira frequentemente em torno do trabalho e dos problemas do dia-a-dia. Aqui, as pessoas têm tempo para si próprias, para a família e para os prazeres», conta ela.
Existem também diferenças em questões práticas – rendas, eletricidade, empréstimos à habitação, cuidados de saúde. Isto proporciona uma estabilidade que, na Polónia, muitas vezes falta. «Na Polónia, num mês podes pagar 1 700 zlotys e, no mês seguinte, 3 000. Aqui tens garantias, aqui sabes o que esperar», explica Renata.
Esta sensação de segurança ajudou-as a construir uma vida nos Países Baixos. Pamela afirma: «Trabalhámos arduamente e, finalmente, conseguimos comprar uma casa — um lugar só nosso. É um passo gigantesco rumo à autonomia e à felicidade.»
Crescimento e oportunidades na empresa Flexspecialisten
A Pamela começou como operária de produção. Passados alguns meses, a Flexspecialisten percebeu o seu potencial. «Eles viram que eu era capaz de mais», diz a Pamela. «Aos 18 anos, tive a oportunidade de me tornar coordenadora. Sem experiência, sem diplomas – apenas pela minha atitude e motivação. Na Polónia, isso seria impossível.»
Atualmente, a Pamela trabalha na Flexspecialisten como Flex Support – uma função interna importante, na qual ajuda os colaboradores, responde a perguntas e presta apoio tanto no trabalho como na vida pessoal nos Países Baixos. «Sinto que sou necessária», afirma ela. «As pessoas sabem que podem sempre recorrer a mim.»
A mãe de Jos, Renata, trabalhava como Housemaster – era responsável pela supervisão de várias residências. Juntas, percorreram um caminho impressionante, baseado na confiança, na responsabilidade e no crescimento. «A Flexspecialisten vê o potencial, oferece oportunidades e ajuda as pessoas a aperfeiçoarem-se. É isso que faz a diferença», afirma Renata.
Diferenças culturais e integração
Mudar-se para outro país não é fácil. A família Karczewski rapidamente percebeu as diferenças entre as culturas holandesa e polaca. «Os holandeses são mais abertos, mais amigáveis e mais dispostos a ajudar. Não são tão fechados nem desconfiados», afirma Pamela. «No local de trabalho, pode-se rir, ouvir música e, às vezes, até dançar. Na Polónia, isso não se vê com frequência.»
Trabalhar num ambiente internacional na Flexspecialisten oferece a oportunidade de aprender com colegas de vários países. «Aprendemos não só sobre o trabalho, mas também sobre tradições, hábitos e culturas. Isto enriquece não só o nosso trabalho, mas também a nossa vida», acrescenta Renata.
Confiança e lealdade
A Pamela e a Renata valorizam especialmente a confiança e a abordagem personalizada da Flexspecialisten. «Eles vêem-te como uma pessoa, e não como um número», diz a Pamela.
A empresa dá apoio mesmo nos momentos difíceis. Quando o pai da Pamela faleceu, os colegas e os superiores prestaram-lhe ajuda e apoio. «Isso reforçou a nossa ligação com a Flexspecialisten mais do que qualquer outra coisa», afirma a Pamela.
O conselho deles para os recém-chegados: «Mantém-te motivado, acredita em ti próprio, dá tempo a ti próprio e mantém a mente aberta às oportunidades que este país e este trabalho oferecem.»
Orgulho e futuro
O que é que lhes dá mais motivo de orgulho? «A nossa casa, a nossa família e aquilo que alcançámos juntos», diz a Pamela. «E a minha carreira — desde operária de produção até à Flex Support… nunca teria imaginado isto.»
«O mais importante é que aqui nos sentimos em casa. Os Países Baixos tornaram-se o nosso lar, o que nos proporciona tranquilidade, segurança e felicidade.»
A história deles é um exemplo inspirador de coragem, perseverança e capacidade de aproveitar as oportunidades. Mostra que, com a motivação certa, um novo país pode tornar-se não só um local de trabalho, mas também um lugar para crescer, prosperar e construir uma vida da qual se possam orgulhar.